Eu te amo. Isso é uma das poucas certezas que tenho nessa vida. Então porque faço isso? Estrago tudo, sempre estrago. Essa minha necessidade de ser mimada e querida o tempo todo estraga tudo na minha vida. O que acontece é que de tempos em tempos eu sinto um abandono. Já se sentiu abandonada? Aquela que fica esquecida no canto da festa? Aquela que ninguém vem buscar quando você larga da escola? Já sentiu como se todo mundo tivesse alguém a quem correr para se confortar e você tivesse que se satisfazer com quem estivesse disponível naquele dia? Sabe, eu nunca tinha tido uma pessoa minha. Minha mesmo, que eu pudesse contar. Uma pessoa que me esperasse. Eu sempre fui a que esperava. SÓ QUE ISSO CANSA!! E eu piro na batatinha quando chega o cansaço. E é uma merda. Eu faço tudo para agradar e ser “aceita”, isso também é uma merda, viver esperando aprovação alheia. Minha cabeça diz que não espera o carinho de ninguém, mas meu coração bate forte se alguém alisa os meus cabelos. Sou carente, e isso é realmente uma merda. Porque lhe sobrecarrego com uma carga que não é sua, não é sua. Mas o fato de não ser sua não impede que eu sinta o abandono, principalmente se não te tenho ao meu lado, se sou tua a distância.
Sempre termino pedindo desculpa, minha vida será pequena para toda a culpa que carrego, culpa que eu não sei de onde vem, ela só lateja dentro de mim.
Te amo.
2 comentários:
A certeza de amar alguém é um dos maiores feitos que uma alma pode conseguir nesse mundo.
Nessa fração de nossa existência, que é essa nossa passagem na terra, numa realidade de tanta confusão emocional, tanta fugacidade dos sentidos e tanto exagero do uso da libido, poder enxergar um amor verdadeiro é uma dádiva.
Essa certeza, são poucos os que podem ter. E deve-se sentir iluminado quem tem o dom de saber discernir.
Nesse contexto, a reciprocidade se torna secundária.
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