domingo, 9 de dezembro de 2012


Custa sim. Custa o cuidado. Custa a delicadeza de fazer o outro importante. Custa o cultivo de um amor que precisa de cuidado.  Custa a valorização do amor. Custa a magia do momento. Custa a leveza do momento. Custa a força do laço.
 Custa. E muito.
Mas esse custo ainda é pouco. . .ainda é. E será.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

não é desistir
é perceber que não há
nada que eu possa insistir
deixar-te
para deixar você me perceber
é ainda vislumbrar
um recomeço
é não achar que foi em vão
é não entender
é só aprender a dar

espaço

tempo

e amor.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Fico tão feliz
que chega a ser triste
não por esse
mas por aquele.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Chega
no silêncio
Fica
no aconchego
Vai
na saudade

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não fui
não fiquei

Não fiquei
estou aqui

Aqui
para mim
por mim

Há sentido.

domingo, 12 de agosto de 2012

É não esperar. . .
Sentir pulsar
mas deixar a porta aberta.
É não inclinar. . .
Saber voar
janela aberta
             com grades
O salto: preso.
É saber que não é. . .

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Seria...

era para você que gostaria de dar o meu primeiro sorriso de todos os meus dias.
era para você que gostaria de ligar quando estivesse entediada no trânsito.
era para você que gostaria de contar a nova ideia que tive.
era para você que gostaria de mostrar o que ando escrevendo.
era com você que gostaria de dividir os meu sonhos. e decepções.
era com você que gostaria de estar quando estivesse radiante de felicidade. uma boba.
era com você também que gostaria de chorar minha tristeza. uma insana.
era com você...
                                  que...
                                         gostaria...
                                                      de...

era para você o último boa noite de todos os meu dias...

por isso...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Durante muito tempo
a vaidade de ser admirável
me fazia existir no mundo.
Durante pouco tempo
a simplicidade de ser gente
 me faz respirar, ma(i)s fundo.

sábado, 28 de julho de 2012

No meio das nuvens
tão solta, tão longe
serena e amena
ao redor derretem
como algodão
se desfazem
sem chão, sem estrada
livre ou perdida?
Tempo e Vida
rela e ativo
ida em po te
pote tem vida
relativo

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nos meus braços
és de cá
Nos dela
de lá

Nem cá
Nem lá
Em breve
de vá

Ou serás
nem vá?

domingo, 3 de junho de 2012

Meu corpo foi aberto
nessa brecha
entra
e sai
minha alma
Urgente

me dou
me vou

e preciso

As vezes. . .

Eu marco
eu quero
eu faço
eu ligo
eu marco
e se eu não?
Você sim?
O 8
é um infinito
em pé
O 6
é quase um

ficou no meio
do caminho





Não demora. . .

Você sabe como chegar
Você sabe como entrar
Você tem a chave
Entra
A casa é sua

quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Se um dia nós se gostasse"

Se você quisesse
Se eu quisesse
Se nós quiséssemos...
Não queremos
Não quero
Não queres
Nos atropelamos
com palavras não ditas
com gestos incompletos
com ...
com ...
com ...

Cristalizadas

Roupas espalhadas pela casa
penduradas no varal improvisado
dobradas na gaveta do guarda-roupa
Uma escova de dente
Um chinelo no canto da sala
Lembranças reais
Materializadas
Cristalizadas
Deixo o Tudo congelado
Não tiro o Nada do lugar
Aguardo o retorno
E talvez elas voltem a se movimentar

Tudo/Nada

Tudo tão intenso
Tudo tão vivo
Tudo tão tudo

...  Tudo tão Nada

Nada tão intenso
Nada tão vivo
Nada tão tudo.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

E viva...

Ela olha tudo ao redor... se reconhece... se sente... e sente o outro... está tão leve que a deixa entrar, e sente como se tudo estivesse em seu devido lugar... cada respirar... cada sorriso... cada lágrima... agora Ela se encontra pronta para abrir a cortina e viver espetacularmente esse teatro da vida.

terça-feira, 3 de abril de 2012


Dentro de uma tempestade não enxergamos nada. O máximo que conseguimos ver são as pequenas partículas da poeira, mas não entendemos o que ela significa nem o que representa. Perdidos, dentro da turbulência, não sentimos direito, não avaliamos direito, nem nos percebemos direito.
Passamos um tempo considerável enxergando o embaçado, tanto tempo que começamos a acreditar que as coisas são assim mesmo. Aquela branquidão sobreposta a tudo que olhamos se torna natural e comum. Até o nosso olhar no espelho não é límpido, na verdade, principalmente ele. Ele é até mais fosco do que o nosso olhar sobre os demais.
Chega o momento de andarmos e sairmos desse tufão que nos rodeia e o céu começa a ficar tão claro que não enxergamos nada com clareza. Porém a clareza que falta agora não é a clareza de outrora. É uma clareza surpreendente, uma clareza que por certo tempo nos paralisa também e não sabemos o que fazer. Tantas sensações novas que não nos reconhecemos; tantas novas maneiras de perceber a si e o outro que não sabemos andar e, por alguns instantes, desejamos a cegueira anterior. Não existe uma maneira de voltar, o tornado passou e a poeira se foi.
E agora? Como vamos agir? Temos que aprender quem somos agora. Sentir nos deixa preso a boas sensações que desejamos repeti-las a qualquer custo, e esse afobamento, essa pressa em querer tudo pra já, de querer tudo o que não sabíamos que poderia ser possível, essa agonia, essa sensação adolescente de que a vida pode acabar amanhã e que não teremos tempo de viver como gostaríamos, faz com que rodemos em torno de nós mesmos, rodamos tanto e com tanto desespero do querer que aquela poeira começa a se levantar novamente, e começamos a perder a serenidade que nos oferece o enxergar, o compreender do todo.

sábado, 31 de março de 2012

Leve, sombra.

     Absorvida pela sua dor Ela pedia: leveza.
                               ...
                    ... o tempo: breve.
                    ... Ela : sem amor.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Nada que foi tudo...

Ela estava lá, sentindo tudo aquilo.
Sabia que nada, nem ninguém, apagaria esse sentimento.
Ela se preenche com algo que não a pertence, e se sente inteira, e se sente e paz.
Daqui para a frente ela andará com um sorriso que alguns não entenderão, que outros discordarão, mas será ele que manterá viva nela a chama de algo que nunca foi, e nunca será. Porém o nunca ter sido fora tão intenso, tão verdadeiro, tão puro nela que valerá por vários tudo. Um nada que valeu por tudo, e só ela sabe o quanto fora válido.
Andando e sentindo o tempo lhe atravessar, ela sempre olhará para o céu na esperança que venha uma chuva e reacenda o nada.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ah... o amor!!

O amor é algo tão, tão pessoal.

O amor inventado e não correspondido: é nosso.

O amor que partiu para sempre: ainda é nosso.

O amor que virá e não saberemos como será: é nosso.

Não há no mundo quem possa arrancá-lo de nós.

Nem mesmo a morte,
nem mesmo a distância,
nem mesmo a vida.

"O amor constitui uma oportunidade sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo, tornar-se um mundo, tornar-se um mundo para si mesmo por causa de outra pessoa..." Rilke

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ei, parou! Está tudo atravessado..

Começamos a nos envolver com alguém para quê? Com que propósito? Nenhum, além do óbvio, não é? Sentir aquela sensação de bem estar e felicidade. Se nos envolvemos com alguém porque esse alguém nos desperta isso, então, por que no preocupamos tanto com o que o outro sente? Por que é tão importante o outro? Pode soar egoísta e individualista, mas pasmem, essa é a natureza humana. 
Temos que nos preocupar conosco, com o nosso sentimento, cuidar dele e se doar ao máximo, se isso nos faz bem. Independente do que o outro faça para cultivar isso ou não. O sentimento é seu, quem o rega ou o deixa morrer é você. Se o outro não contribui para o crescimento dessa plantinha, mas você se sente bem com ela, cultive-a, pois sentirás o prazer de estar fazendo o bem para você. Claro que seria ótimo se o outro tivesse a mesma sensação que você, e que quisesse cultivar essa plantinha (não a sua, óbvio, mas a do sentimento dele), porém, nem tudo são flores, e nem sempre temos acesso ao jardim, mas só a uma única flor. Ame e viva por você, se sentindo e sentindo as suas emoções. Claro que os outros irão senti-las e cabe a eles, também, dizer se querem ou não. Mas deixe o não para eles. Não coloque um não no caminho por orgulho, por bom senso, sinta e viva, e deixe o bom senso para os que querem agradar os outros. Sentir não é algo que se controla, o máximo que você pode fazer é se anular, é anular esse sentimento por algo, ou por alguém. Não desejo que ninguém se anule por mim, não desejo esse tipo de respeito. Entender o que há de mais humano, em nós e nos outros, deixa Einstein com toda a razão.
A sensação de idiota que por hora ficamos quando nos doamos por inteiro e não recebemos nada em troca, é só mais uma faceta humana, tão egoísta quanto a outra, mas dessa ninguém se queixa. Todos até concordam. "É dando que se recebe", Francisco afirmou isso e todos querem dar e acreditam que tem que receber. Infelizmente, não é dando que se recebe, não dessa maneira. Quando esse doar-se e dar-se tem relação, só, com você, ai tá certo... pois dando dessa forma, por você, você recebe a benesse de sentir-se bem por dar amor. De fato o que você recebe dando é o bem estar e a felicidade por dar, e só. É você quem se dá, na verdade, para que você possa receber.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Na tentativa de suprimir o mundo a sua volta, ela sumiu.
Sumiu para o mundo e ficou só com os seus sentimentos.
Não mais queria ser entendida, compreendida, absorvida
por nada...                                 ... nem ninguém.

Os sentimentos são seus, as sensações são suas...
... mas as reações são dos outros.

Para os outros ficam as reações ao nada que Ela iria fazer, e ser.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ela sabia que assim viveria na solidão.
O que Ela não tinha certeza era se seria assim que ela queria viver.
Ela sentia que assim ela poderia ser mais ela do que outrora, mas sentia também que ser mais ela seria ser menos os outros e os outros seriam menos ela.

Nesse compasso a sua ilha ficaria mais e mais deserta, porém mais e mais cheia dela mesma.
O que Ela não sabia, ou estranhava, era se isso seria positivo.
Mas um dia ela haveria de acertar esse descompasso por onde anda e saberia fazer da sua vida um lindo samba.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O que dela não tenho,
em mim, busco
e me preencho.

As duas faces

Ela sabia que poderia se machucar,
ela sabia que podeira se partir,
ela sabia que podeira ser enganada...

afinal...

ela sabia que poderia se abrir
ela sabia que poderia se doar
ela sabia que poderia ser amada.