Enjaulada em uma vida
que não a pertencia
não sabia como respirar.
O esforço para que o ar
entrasse em seus pulmões
a deixava tão cansada
que ela gastava
todo o seu tempo
com essa ação.
Não fazia mais nada.
Nem poderia.
Não saberia.
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Não irá
Deitada no sofá, ela imaginava tudo o que poderia fazer. Tudo o que poderia ter feito, mas não fez. Ficou lá, deitada, por horas a fio. Olhava para o relógio, olhava para a televisão, abraçava o cachorro, mas em sua mente produtiva ela fizera muito mais que isso. Ela limpara a casa, arrumara o quarto, e escrevera um livro inteiro. Isso, isso mesmo, ela não precisa levantar, ela não precisava fazer. Será que era isso que ela pensava? Será que tinha tanta certeza do seu potencial que achara que não precisa se submeter? Bem, dessa maneira ela não iria muito longe, como não fora.
Em alguns momentos ela queria que a vida dela não fosse a dela, pois poderia falar dela em um livro e não seria um diário.
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