Ele era um cachorro muito malvado. Quem o olhasse a primeira vista pareceria esnobe. Ele não era do tipo que abanava o rabo para qualquer um. Mas também não rosnava para qualquer um. Ele era bem resolvido com a sua condição de cachorro e não precisava da aprovação de ninguém. Ele vivia, comia a sua ração, tomava a sua água, fazia as suas necessidades. E até roia o seu velho osso quando estava entediado. Afeto? Não, isso não fazia parte do seu vocabulário. Ele não estava preocupado em suprir as expectativas de ninguém, nem as suas, pois ele não tinha expectativas. Sem demonstrar confiança e nem amor a ninguém, ele ia vivendo.
Mas, ele tinha uma companheira. E essa gostaria de ter um cachorro que abanasse o rabo quando ela chegasse, que a fizesse se sentir querida quando estivesse triste, que sentisse a sua falta quando ela sumisse. Mas não, esse cachorro, mesmo sentindo a necessidade de sua companheira, não fazia nada disso. Ele não podia ser diferente, ele era só um cachorro. Ponto.
Um comentário:
Eu acho que até mesmo os cachorros podem mudar de comportamento. Acredito mesmo nisso.
Se bem que já me disseram que gosto de me iludir. Então já nem sei.
Postar um comentário