Sinto o vento frio em meu rosto. Ele rasga meus poros como uma faca fria adenrando por minha pele. Esse vento me traz a tristeza, sinto a tristeza. A tristeza me consome, entra como esse vento, não sei como guardá-la. Queria deixar as portas fechadas para que ela não entre. E as janelas trancadas para que ela não saia. Se deixei-a entrar que arque com as consequências. Queria ser capaz. Capaz de deixá-la sair, já que entrou e isso é fato. Quando ela sai, arrasta consigo o que desejo esconder. Minha fraqueza, meus medos, meu desespero.
Quem sou? O que mostro é o que sou? Sou forte? Alguns diriam que sim, outros absolutamente não.
Lá vem de novo esse vento me rasgando.
Eu, hoje, sou essa que cristaliza a tristeza em lágrimas.
Amanhã? Não sei. Amanhã talvez seja a que sorri.
Entre isso e aquilo, me busco.
Vivo na busca de mim mesma.
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