
Uma Estrelinha vivia no céu. No meio de toda a escuridão ela brilhava muito, tanto que refletia em um planeta distante. Nesse planeta existiam seres bem esquisitos. Eles olhavam para cima e viam a escuridão. Só que existiam pontinhos brilhantes. Eles não sabiam o que eram. Ora esse pontinhos ficavam mais fortes, ora mais fracos. Os seres estranhos desejavam esses pontinhos brilhantes. Na verdade, alguns nem ligavam, não se davam nem ao trabalho de erguer o olhar. Outros admiravam, mas achavam injusto tê-los. ' A escuridão ficaria sem nenhum pontinho brilhante para se admirar. ', alguns pensavam. Porém, outros alguns, desejavam, queriam, almejam a possibilidade de tê-los. Queriam cuidar daquela luz para que ela se perpetuasse. Uns dariam todas as coisas estranhas que tinham para ter aquele brilho ao lado.
Uma Estrela, cansada da escuridão, se jogou nesse planeta distante. Caiu em um ombro estranho de um daqueles seres estranhos, mas caiu sobre um daqueles que não ligava para a luz na escuridão. Esse ser ainda bateu em seu estranho ombro para que aquela luz saísse. Não havia como. Depois que o brilho gruda ele não saí mais. O ser estranho, então, resolveu viver com aquilo, mas sem a menor intenção de dar-lhe atenção. O brilhinho disse a ele que seu nome era Estrela e que ela precisava de cuidado. O ser estranho, muito estranho, disse que não tinha tempo para essas bobagens de cuidado, carinho, amor. Ele tinha que juntar muito mais coisas estranhas nessa vida, e isso já levava todo o seu tempo.
Os outros seres estranhos, não tão estranhos, aqueles que dariam todas as suas coisas estranhas para cuidarem de uma estrelinha, não compreendiam. Como um ser estranho tem uma estrelinha no seu ombro estranho e a deixa perder o brilho? Simplesmente não entendem.
Mas é assim que os fatos se dão.
Sem compreensão.
2 comentários:
Autora e fotografa... talento não está faltando!!!
Um elogio vindo de você é bem especial!
E não exagera!! Nada de autora, nada de fotografa!
T.A.
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